segunda-feira, 10 de março de 2014



"AS QUATRO LEIS DA ESPIRITUALIDADES ... ensinadas na Índia:
A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“. Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.
A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“. Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“. Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.
E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina“. Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado. — com Andre Mistura e outras 2 pessoas."
DEUS NO BUDISMO
O Buda, muito longe de negar que havia um Absoluto, garantiu que aqueles que alcançassem a iluminação deveriam se fundir com Isso e assim perceber a Realidade em oposição ao mundo das ilusões e dos fenômenos. O que ele realmente disse, contudo, que tem levado pessoas a acusarem-no de ateísmo, é que não temos nenhum meio de expressar qualquer coisa sobre Isso. Palavras pertencem ao universo dos fenômenos e são aplicáveis apenas à ele. Quando alguém vai além dos fenômenos, em direção à Realidade, palavras precisam obrigatoriamente ser deixadas para trás. Nenhum ensinamento, nenhuma descrição, nenhum pensamento podem expressar o Absoluto — mas podemos experimentá-lo, se suficientemente evoluídos.
O que Buda combateu foram as numerosas tentativas que foram feitas, estão sendo feitas e continuarão a ser feitas, de dizer que o Absoluto é isso ou aquilo, um Deus pessoal, um Criador, um Deus-Pai. Ele insistentemente recusou responder qualquer pergunta sobre o assunto porque isso era inexprimível em palavras. Ele não iria permitir a seus discípulos imaginar um Absoluto a semelhança deles, como é a tendência do homem em todo lugar. Ele assinalou sutilmente que é melhor se ajustar para tentar alcançar a iluminação e, assim, experimentar o Absoluto por si próprio, em vez de perder tempo tentando ineficazmente falar sobre isso, já que nada que possa ser dito sobre Isso pode ser verdade em absoluto. Palavras iriam inevitavelmente modificá-Lo e moldá-Lo, resultando no máximo em uma aproximação grosseira. Palavras podem ser verdadeiras apenas em certo nível, mas apenas nesse nível, portanto serão apenas verdades relativas. Assim, como um entendimento que só funciona por meio de palavras pode conter o que não pode ser colocado em palavras? Apenas pela experiência direta.
Se esse fato tivesse sido assimilado, às custas do orgulho humano, teria havido muito menos intolerância, violência e sofrimento cometidos em nome da religião, entre os vários adeptos de seus seus próprios credos; todos afirmando de maneira confiante e dogmática que somente eles receberam a Verdade e que todos os outros estão errados e devem ser salvos de sua ignorância voluntária.

Então, se não há nenhum Deus no sentido de um Deus pessoal — ou se for compreendido que conceitos de um Deus pessoal, um Criador ou um Deus-Pai, são apenas relativamente verdadeiros e adequados apenas a alguns estágios do desenvolvimento humano — porque há tantas referências aos “deuses” [no budismo tibetano], sugerindo toda uma hierarquia?
A palavra páli “deva” é traduzida como “deus”, mas na verdade significa “espírito”, um ser de um reino superior que, no budismo, pode influenciar seres humanos, ajudar e protegê-los. A Terra não é o único mundo de seres da cosmologia budista. Há incontáveis universos em diferentes planos de existência, isto é, em diferentes estágios de desenvolvimento (espiritual). Alguns são mais elevados que nós (que somos a maioria). Alguns são inferiores. Há muitas referências a seres humanos renascendo em reinos superiores ou inferiores.
Mas, no budismo, não há lugar para a hierarquia massiva da religião Hindu, que acrescentou o próprio Buda a essa hierarquia (até os cristãos fizeram Dele um dos seus santos), nem para a Trindade de Criador, Preservador e Destruidor, nada exceto um Absoluto inexprimível. Em Sua direção as pessoas estão evoluindo ou involuindo, alguns se tornando espíritos de planos superiores, outros afundando em mundos inferiores. E todos pertencem ao mundo dos fenômenos, não à Realidade. Apenas o Absoluto é Real. E nem podemos realmente dizer isso sem declarar algo menor que a Verdade. Mas Ela está lá para ser realizada por alguém com o desejo e determinação como os de Milarepa
A ESTRELA PENTAGONAL

A Estrela de Cinco Pontas, ou Pentáculo, é um dos símbolos da magia, sempre presente nos ritos de diversas correntes iniciáticas e místicas (1).

Na magia, de acordo com a sua orientação, ela pode acompanhar operações de magia branca, ou de magia negra. Quando colocada com sua ponta isolada para cima, ela significa teurgia e conclama as influências celestiais, que, por seu poder mágico, virão em apoio ao invocador; com a ponta isolada voltada para baixo, ela significa goécia e, de acordo com as intenções do mago, atrai maléficas influências astrais.

Teurgia é, em essência, a arte de fazer milagres; é o ramo da magia que trata das influências benéficas e do modo de invocá-las; refere-se, também, a todas as obras cujas idéias envolvem o amor e o bem e investiga, em especial, os fatos mais elevados da magia, os quais dependem do mundo angelical, dando, ao homem, os meios de se colocar em comunicação com as chamadas potências celestes (os textos bíblicos mostram muitos exemplos de teurgia). A teurgia é também chamada de magia branca.

Goécia é a arte de realizar malefícios e encantamentos; também chamada de magia negra, nigromancia e feitiçaria, ela é a antítese da teurgia, pois esta se dedica às obras de luz, enquanto aquela é dedicada às obras das trevas. Ela é a parte experimental da magia, no que se refere aos poderes que o homem desenvolve em si, através de determinados processos, e ao domínio que poderá chegar a exercer sobre as entidades do astral; enquanto isso, a teurgia ensina o homem a se relacionar com os planos superiores da espiritualidade, abrindo-lhe caminho para os grandes segredos do esoterismo.

A missão principal da Estrela Pentagonal é, então, testemunhar a obra que está sendo feita: se esta for uma obra de luz, a ponta única estará voltada para cima; se for uma ação das trevas, a posição será invertida.

Como símbolo mágico e necessário em todos os trabalhos de magia, ela, obrigatoriamente, deverá ser composta por todos os metais e, na sua consagração, devem entrar todos os elementos. A consagração do pentagrama, na magia, é feita da seguinte maneira:

Inicialmente, ela deve ser soprada cinco vezes, uma em cada ponta, molhando-se, em seguida, outras cinco vezes, com água lustral, e secando-se na fumaça dos cinco perfumes: incenso, mirra, enxofre, alóes e flor de cânfora. A seguir são novamente sopradas as cinco pontas, enquanto são pronunciados os nomes dos cinco gênios: Rafael, Gabriel, Samael, Anael e Orifiel ; depois, a estrela é colocada no chão, virando-se a ponta única, sucessivamente, para o norte, para o sul, para o leste e para o oeste, ao mesmo tempo em que são pronunciadas, em voz alta, as letras hebraicas iôd, hé e vav (ou vau) e, em voz baixa, as letras aleph e tau. Iôd, hé e vav são as letras que formam o nome hebraico de Deus, com a repetição da letra hé (iôd, hé, vav, hé), enquanto aleph e tau são, respectivamente, a primeira e a última letra do alfabeto hebraico, simbolizando tudo o que existe (similar a "de alfa a omega"). Depois disso, a estrela é colocada sobre o altar das invocações, sendo rezadas as preces dos silfos, das ondinas, salamandras e gnomos (2), enquanto são molhadas, novamente, as cinco pontas, secando-se, em seguida, na fumaça dos cinco perfumes.

O ocultista Eliphas Levi assim explica o significado da Estrela Pentagonal:

"O pentagrama é o signo da onipotência e da autocracia intelectual. O signo do Verbo feito carne e, segundo a direção dos seus raios, este símbolo absoluto em magia representa o bem ou o mal, a ordem ou a desordem, o cordeiro bendito de Ormuz e de São João, ou o bode de Mendés. É a iniciação ou a profanação, a vitória ou a morte, a luz ou a sombra. Elevado no ar, com duas pontas para cima, representa satã, ou o bode da missa negra; com apenas um dos raios para cima, é o Salvador. O pentagrama é a figura do corpo humano, com quatro membros e uma única ponta, que deve representar a cabeça. Uma figura humana, de cabeça para baixo, representa, naturalmente, o demônio, ou melhor, a subversão intelectual, a desordem, a loucura".

Assim, para os ocultistas, todos os mistérios da magia e da alquimia oculta, todos os símbolos da gnose e todas as chaves cabalísticas da profecia resumem-se no Pentagrama, que o famoso alquimista Paracelso --- cujo verdadeiro nome era Aurelius Filipus Teophrastus Bombastus von Hohenhein --- do século XVI, proclamava como o maior e o mais poderoso de todos os signos.

Quem deu o nome de Estrela Flamejante ao pentagrama foi o teólogo e médico Enrique Cornélio Agrippa de Neteshein --- natural de Kholn (Colônia), onde nasceu, no final do século XV --- que também era dedicado á magia, à alquimia e à filosofia cabalística

Em Maçonaria, a Estrela Flamejante só foi introduzida nos meados do século XVIII, na França, pelo barão de Tschoudy, também ligado ao ocultismo. Ela, na Ordem maçônica, é relacionada às escolas pitagóricas, mas não se pode esquecer que Pitágoras também era dedicado à magia, não sendo de admirar o fato de ter adotado esse que é o símbolo máximo da magia.

Sendo, a Maçonaria, uma obra de luz, é evidente que, nela, a Estrela Pentagonal tem a sua ponta única voltada para cima, nela se inscrevendo a figura de um homem --- por isso ela é também chamada de estrela hominal --- representando, assim, os atributos da alta espiritualidade humana; em posição invertida, seriam inscritos, em suas cinco pontas, um homem de cabeça para baixo, ou a cabeça de um bode, representando, em ambos o casos, os atributos da animalidade e da materialidade. É importante ressaltar, todavia, que os primeiros maçons aceitos, de todo o século XVII e de metade do século XVIII, assim como os antigos maçons operativos, não conheciam o pentagrama como símbolo maçônico, já que os símbolos maçônicos tradicionais são os objetos ligados à arte da construção; além disso, não são todos os ritos que o adotam : o Rito de York, o mais praticado no mundo, por exemplo, adota a estrela de seis pontas --- Blazing Star, para o rito, ou Maguen David, para o judaísmo --- formada por dois triângulos eqüiláteros cruzados e opostos pelo ápice, onde o triângulo de ápice superior é o símbolo da espiritualidade e o de ápice inferior é o símbolo da materialidade.

A Estrela Flamejante não é, portanto, um puro símbolo maçônico, tendo a sua origem na magia, desde os mais remotos tempos.

Notas

1. A Estrela Pentagonal, também é chamada de Pentalfa, palavra formada por penta (cinco) e alfa, a primeira letra do alfabeto grego e letra inicial dos vocábulos gregos utilizado para designar: ver, ouvir, meditar, bem agir e calar (ATREO, AISTO, ADALESQUE, AGATOPOEIRO, ABAQUIDZI), cujo símbolo é a Estrela Flamejante. As cinco virtudes que devem ornar o Companheiro Maçom, também são simbolizadas pelas iniciais do Pentalfa, pois o perfeito Companheiro deve ser amável, benéfico, incorruptível, casto e severo (AGANETOS, AGELASOS, AGATHOERGOS, ADIAFITHORTOS, AGNOS).

2. Silfos: são os seres machos sobrenaturais, que, segundo crenças celtas e germânicas, ocupam, no mundo invisível, posto intermediário entre os gnomos e as fadas. Sílfide é o silfo feminino, de forma leve e graciosa.

Ondinas: na mitologia germânica e nórdica, são os gênios do amor e vivem nas águas.

Salamandras : símbolo mitológico do fogo, a salamandra é um animal fantástico, constituído de energia ígnea, com a forma aproximada de um lagarto e que vive em meio às chamas; na alquimia, a salamandra constitui um signo gráfico, representativo do elemento fogo.

Gnomos : nome rosa-cruz dos espíritos elementais, minerais e terrestres; vivem no elemento terra, sob a superfície terrestre, e são os guardiões dos tesouros escondidos nas entranhas da Terra.

José Castellani
Do livro "Liturgia e Ritualística do Grau de Companheiro Maçom"


HANUMAN

Swami Harshananda

Hanuman, também conhecido como Maruti (o filho de Marut, o Deus do Vento) e Mahavira, (o grande herói) é a mais versátil e vibrante personalidade encontrada no grande épico, o Ramayana de Valmiki, que vem sendo venerado pelos Hindus desde os tempos antigos.

Seja o Ramayana uma obra poética clássica, fruto da criatividade de um gênio comprometido em projetar a imagem do homem ideal, Rama; ou então um fato histórico - estudiosos concordam que a essência do mito é histórica - há um consenso de que o Rama ideal inspirou milhões de indianos por milhares de anos.

Enquanto Rama é lembrado com veneração e devoção, Hanuman será sempre lembrado com grande afeto e admiração. Ele con­quistou para si mesmo um recanto permanente em cada coração hindu devido ao seu profundo amor por seu mestre, Rama. Seu amor se expressa em uma inquestionável obediência e serviço devoto, freqüentemente envolvendo um grande sacrifício. Nascido de Anjana (e por isso chamado Anjaneya) pela graça de Vayu, o Deus do Vento, Anjaneya recebeu o nome Hanuman quando, ainda um bebê recém-nascido, lançou-se no ar para apossar-se do Sol que nascia. A história conta que Hanuman foi obstruído por Indra, que o atingiu na face com o seu vraja (o relâmpago), deformando assim a sua mandíbula (hanu = mandíbula; Hanuman = aquele que tem uma mandíbula proeminente). Entretanto, em reconhe­cimento por sua grandeza, Hanuman foi agraciado com uma tremenda força, uma rapidez comparável à do vento e o poder de viver tanto quanto desejasse. Estimulado por por todos estes dons, em sua juventude suas incomparáveis façanhas foram tingidas de arrogância. Isto irritou alguns sábios, que o amaldiçoaram, condenando-o à amnésia. Foi Hanuman que, sendo um importante ministro e confidente de Sugriva, o chefe dos macacos, lhe apresentou Rama e Lakshmana. Foi assim que uma duradoura amizade se estabeleceu entre Sugriva e Rama, o que veio a ser vantajoso para ambos. Hanuman foi o instrumento na busca e localização de Sita. Sugriva, na verdade escolheu-o especialmente para esta árdua tarefa, sendo que Rama ficou tão impressionado pela devoção e competência de Hanuman que confiou-lhe seu anel que era sua marca e uma mensagem secreta que deveria ser levada até Sita.

Cruzando o oceano em um salto inspirado, Hanuman entra em Lanka, a cidadela do grandioso Ravana, monarca dos rakshasas (classe de demônios). Lá ele subjuga Lankini, o espírito guardião da capital, procura por Sita por todo lado, em todos os cantos, até finalmente localizá-la no bosque de Ashoka. Depois de mostrar suas credenciais e entregar a mensagem de Rama a Sita, Hanuman deu a Ravana uma amostra do seu poder, matando vários guer­reiros e causando uma enorme destruição na capital. Ele, então, retornou a Rama, levando consigo a chudamani, a gema preciosa que Sita havia lhe entregue como uma prova de tê-la encontrado; for­necendo à Rama, todas as informações de que ele precisava.

Antes do início da épica batalha com Rama, Vibhishana, o irmão mais novo de Ravana, passou para o lado de Rama, levando consigo quatro de seus ministros, buscando refúgio aos pés de Rama. Todos os líderes importantes de Rama se opuseram fortemente a presença de Vibhishana entre eles, considerando-a como de alto risco. Neste momento, Hanuman se pronunciou, aconselhando Rama a aceitar a rendição de Vibhishana. Hanuman havia sido testemunha do sentido de correção do “demônio”, quando este repreendeu severamente seu irmão, o rei, por suas maldades, rogando por um retorno honrado de Sita ao seu marido. Rama, por fim, concordou com Hanuman garantindo, assim, asilo a Vibhishana. Durante a guerra, Hanuman se destacou por seus atos de extraordinária força e bravura. Quando Lakshmana foi atingido e deixado inconsciente pela arma shakti, disparada por Indrajit (o filho de Ravana), foi Hanuman quem o socorreu, levando-lhe a erva salvadora, obtida no monte Sushena. Incapaz de identificar corretamente a erva, Hanuman transportou uma parte da própria montanha! Foi através desta erva que Lakshmana foi reanimado.

Quando Rama matou Ravana, foi a Hanuman que foi dado o privilégio de transmitir a notícia da vitória à Sita. Ele também foi encarregado da tarefa de ir correndo até Ayodhya para informar Bharata do retomo de Rama; levando também de volta a resposta de Bharata. Mais tarde, Hanuman acompanhou Rama até Ayodhya, participando ativamente das cerimônias da coroação. Ele recebeu honrarias de ambos, Rama e Sita. É falado que ele foi abençoado por Rama com uma longa vida.

Hanuman, como foi descrito pelo Ramayana de Valmiki, é um completo cavalheiro. Ele reúne força e ternura, erudição e humildade, emoção e sabedoria. Todas estas aparentemente contraditórias virtudes encontram um lar nele. Mesmo Rama, o Herói, o homem ideal tem uma profunda admiração por Hanuman e declarou que o mestre que possuísse os serviços de alguém assim era realmente abençoado. Quando Hanuman cumpriu sua tarefa de localizar Sita, Rama afetuosamente abraçou-o, dizendo não ter nada mais que pudesse lhe oferecer naquele seu presente estado de tristeza e exílio.

Segundo as descrições dadas por Valmiki, Hanuman, Sugriva e Vali eram macacos. Mas seriam eles macacos realmente? A palavra “vanara” que usualmente significa “macaco”, também pode ser de uma outra maneira interpretada. Literalmente a palavra “vanara” significa “ou (talvez) um homem”. É possível que a raça que habitava a cidade de Kishkindha fosse fisicamente semelhante a macacos, mas que seus líderes e cidadãos proeminentes possuíssem um alto grau de cultura e estatura moral.

Muitos eruditos, estudiosos do Ramayana, interpretam este épico como um mito rico em simbolismo. Eles interpretam a personalidade de Hanuman como um símbolo do conceito do guru (o mestre espiritual), que une o jiva (o ser individual, neste caso representada por Sita) com o Paramatma (Deus, representado por Rama), de quem havia se separado devido a moha (apego e ilusão).

Ao longo dos anos, Hanuman foi gradualmente divinizado. Atualmente ele é adorado como uma encarnação perfeita de força, autocontrole e continência, envolvendo um elevado senso de dever, sacrifício e suprema devoção. Raramente se encontra uma vila em que não exista um santuário a ele dedicado. Imagens de Hanuman o retratam heróico, com uma maça na mão esquerda e a montanha Sushena equilibrada na palma de sua mão direita.

Extraído da revista de Vedanta, Mananan, uma publicação da Chinmaya Mission.
VAYÚ - O Deus do Vento.

No Upanishads são numerosas as referências à Vayú, particularmente no Upanishad araniaka Brij, que conta a história das cinco divindades que controlam as funções vitais e sua luta para determinar qual deles é essencial - conhecidas como prana, apana, Vyana, Udana e Samana que controlam a vida: a respiração, o vento,o tato,a digestão e excreção. Quando uma divindade como a visão do homem deixa o corpo, este continua vivendo e se adapta à nova situação como um cego. Isso acontece com cada uma das funções controladas pelos deuses que controlam o corpo, exceto Vayú, que esta história vai provar ser o estímulo essencial que pode desempenhar as suas tarefas e as das outras divindades e, portanto, é o deus que dá suporte à vida.

10º Vaya ou Vayu: Deus do ar, dos ventos, condutor dos sons, dos perfumes. É o pai da música. Pode-se considerar também o deus da tempestade, pois se associa à Indra. Parceiro de Indra é um grande bebedor de soma, a bebida dos deuses hindus e elixir da imortalidade. Foi o primeiro a beber tal bebida.

O MANTRA

Potência da carruagem do vento;
uivando vai, seu estrondo é o da tormenta.
Se toca o céu, deixa nele rastros de fogo;
se vai ao longo da terra, levanta poeira.

As coortes do vento apressam-se em seu seguimento;
vão ao seu encontro como mulheres jovens
ao encontro de amor. Unido a elas na mesma carruagem,
o deus procede: ele é o rei do Universo inteiro.

Avançando pelas rotas do espaço,
jamais repousa um só dia.
O amigo das águas, o primeiro nascido,
o mantenedor da ordem, onde nasceu? De onde veio?

Rig Veda, X:168.
**O LADO NEGRO DO SER**
O LADO SOMBRIO DA ALMA - "Nos somos que nem uma moeda, todos nos temos as duas face, a iluminada e a sombria. O que leva um ser humano a praticar atos violentos, destrutivos e tão cruéis, as religiões fizeram e fazem isto, as nações, os povos, enfim toda a humanidade. Parece que a capacidade de fazer o mal, assim como o bem, existem em todas as pessoas. A traumática esperiência do Holocausto foi um estímulo poderoso para as pessoas sobre o lado destrutivo do homem. Terminada a guerra, muitos carrascos nazistas se justificaram dizendo que estavam cumprindo ordens e que se desobedecessem seriam mortos. Depois de diversos experimentos, os cientistas chegaram a uma conclusão, que, existe uma minorira de indivíduos psicopatas destrutivos no mais alto grau e cujo comportamento não revela empatia ou compaixão. Mas que também pessoas normais podem causar e causam grandes danos, influenciadas por outras pessoas (gado) e por certas circunstâncias, onde procuram sair de situações difíceis de suas vidas, retaliando, mentindo, arrajando bodes expiatórios, com uma crueldade sem par. Quase todas as formas de preconceito, de separação em grupos, religiões ou qualquer outro, criam a hostilidade e a crueldade.

OS SENHORES DA FACE SOMBRIA - foram magos negros imperadores da Atlantida em seu declinio, criaram seres espectrais terriveis e......Algumas de suas reencarnações atuais... Hitler, Nero, Stalin e....

quinta-feira, 30 de maio de 2013

" RINDO COM O BUDA MENINO

Eu meditei sobre a Luz, e a encontrei.
Porque ela estava dentro de mim mesmo.
Então, eu vi um sol em meu coração.
E, dentro dele, alguém sorria...
Surpreso, eu descobri um Buda* em mim.
Sim, um Buda menino, pura luz e contentamento.
E ele me disse: “Ano novo é toda hora.
É qualquer momento em que há renovação.
Quando o Ser se permite respirar de maneira consciente.
Quando se nota o Himalaia inteiro dentro do coração.
É todo momento em que o pensamento encontra a compaixão.
É quando o universo inteiro é encontrado dentro de um sorriso.
E, dentro desse sorriso, estão todos os seres sencientes.
Ano novo é tornar-se criança da Paz Perene.
É deixar as mágoas antigas e o tempo que se foi.
E também o que virá... Para viver o momento presente, sempre.
Ano novo é soprar para longe as cinzas dos propósitos mortos...
Para respirar um Grande Amor e renascer em si mesmo.
Por favor, veja o Buda em todos os seres.
E, além de abraçar a todos, também abrace a si mesmo.
E que o seu sorriso seja sempre puro, como o Amor real é.
Todos nós somos crianças no coração pacífico do Buda.
E miríades de Bodhisattvas** velam em silêncio pela humanidade.
Ano novo é isso: aprender a rir igual Criança-Buda.”

P.S.:
Sim, eu meditei sobre a Luz, e a encontrei rindo em mim.
E ela era um Buda menino...

Om Mani Padme Hum!*"